Serpenteando – Que voz é essa? De vontade, à vontade. Voz. Essa!


Mercedes Sosa
09/10/2009, 1:00 am
Arquivado em: Diversos, Família, Infância, Música, Poetas

As palavras são do amado Zé. Quando ele viveu essa história eu era pequerrucha e fiquei na casa dos meus avós. O texto é lindo e uma singela homenagem para essa grande mulher, que representou muitos e muitos jovens durante o período da ditadura e que deve ser exemplo para nós, que por vezes ficamos inertes aos absurdos do dia-a-dia.

O texto está aqui.



Vera
13/03/2009, 5:19 pm
Arquivado em: Família, Infância | Tags:

Faria 62 anos! Hoje: 13 de março de 2009.
Choro gostoso que foi saindo de repente,
Memória, infância e invenção daquilo que não é lembrança.
Magrela de perna grossa e narigão.
Mãe.
Um brinde à saudade!

.MC.



“A beleza de ser um eterno aprendiz”
15/01/2009, 6:03 pm
Arquivado em: Família, Infância, Pensamento

É de repente que a ficha cai, quando você já deixou de pensar.
Por muitos anos achei que deveria fazer regressão, ou então consultar um psicólogo. Queria entender porquê não lembro da minha mãe, queria entender porquê sentia culpa, queria entender isso e aquilo.
Aí entendi que essa é a minha história. Não lembro porque não lembro e não há problema nisso. Foi minha escolha, certo?
Quando ela ficou doente preferiu ficar longe de todos, não fisicamente, e essa foi a escolha dela, certo?
Então é simples, ninguém tem culpa, somente agimos de acordo com aquilo que acreditamos, de acordo com o que sentimos ser o melhor.
É tão incrível conseguir encaixar as peças do quebra-cabeça e acho que isso só o tempo traz. As experiências vão mostrando coisas que levam pra lugares profundos e que possibilitam a compreensão nítida de muitos fantasmas.
Amadurecer é um processo lento e saboroso. É como comer o doce preferido aos poucos só pra demorar mais pra acabar.

.MC.



Para Felipe
29/11/2008, 2:13 pm
Arquivado em: Família, Primeiros passos | Tags:

para-felipe



12/03/2008, 2:54 pm
Arquivado em: Amizade, Família

Quando ouvi a frase “estou grávida” voltei correndo pros tempos em que ainda era maior que você. Vi tudo com tanta nitidez. Finais de semana intensos, querendo que nunca acabassem, canções de “despedida” acompanhadas de algumas lágrimas, mas depois vinha a frase “um sorriso no meu rosto pra você levar pra casa” e tudo ficava bem. A semana passava, a escola, as novidades, os namoricos (tudo acompanhado de telefonemas e cartas detalhando os acontecimentos).

Aí o final de semana chegava de novo… ê alegria! O filme E.T. com máscara, antenas e lençol. A Cidade da Criança. As tirações de sarro de tudo. As caixas e caixas de bubbaloo (comendo todos juntos e de uma vez). As vendinhas de doces. Os carnavais (o de 92 em especial). A primeira vez. A troca de absorvente. A prova de amizade com biscoito Maizena. O Papai Noel Giuseppe. Os papos longos madrugada adentro. O show do Erasure na TV (“I can´t believe what is happening to me my head is spinning”). O show da Legião Urbana no Palmeiras com xixi na calça. O show do A-Ha, também no Palmeiras. O xixi na calça no meio da rua por conta de tanta risada… e a chuva caía e a gente caía junto… e ria… ria… ria… até quase desmaiar. A menstruação chegando e a aula sobre o funcionamento do corpo feminino. O primeiro namorado. As fugas para o Shopping Paulista e as desculpas pelo atraso. A correria pra fugir da Mancha Verde. O prédio da Clô e o último andar. As coreografias ensaiadas com muito suor e afinco. A apresentação de final de ano. A combinação de meia-calça vermelha com short jeans e blusa vermelha. As danças na balada… com lenço e tudo. O porre durante a Copa não lembro de qual ano. A distância. O tempo. O espaço. O retorno. O sempre. O infinito. A ida e vinda. O telefone. A carta. A saudade. O dia. A noite. Um passo. Um Rio de Janeiro e uma São Paulo.

E agora um pequenino ou uma pequenina. Meu sobrinho ou minha sobrinha. Ufa…Tô ansiosa demais pra ver se sairá cabeludo(a), com nariz avantajado (afinal somos Cetra). Tô ansiosa e ponto! Tô feliz e ponto! Quero te ver logo… ver esse processo de perto. E ouvir “tia Mariana”.