As palavras são do amado Zé. Quando ele viveu essa história eu era pequerrucha e fiquei na casa dos meus avós. O texto é lindo e uma singela homenagem para essa grande mulher, que representou muitos e muitos jovens durante o período da ditadura e que deve ser exemplo para nós, que por vezes ficamos inertes aos absurdos do dia-a-dia.
O texto está aqui.
Os olhos correm em direção ao sim.
Quero te pedir em casamento.
Uma vez. Pra celebrar.
Nós.
Só.
Casamento de dois.
De vida que segue em alegria duplicada.
De sol e chuva parindo o arco-íris.
Também quero te pedir uma canção,
Que estampe o tempo de agora.
Pra eu cantar para as nuvens
E dançar como um dervish.
.MC.
Um bom dia pra tricotar palavras,
Do cinza para os pingos d´água.
Se pela janela vejo as cores,
É porque o arco-íris está ali,
Em pensamento.
.MC.
Deriva dele a melodia que se proclama no tempo.
Do sopro, de sobressalto.
Aos poucos, em movimentos lentos,
A árvore daqui dança com o vento.
O sopro adormecido agora é sinfonia,
E a cantiga que se calava… sopra, sopra, sopra…
.MC.
Faria 62 anos! Hoje: 13 de março de 2009.
Choro gostoso que foi saindo de repente,
Memória, infância e invenção daquilo que não é lembrança.
Magrela de perna grossa e narigão.
Mãe.
Um brinde à saudade!
.MC.
Na volta pra casa um céu vermelho-alaranjado ficou pra trás com o sol despedindo-se de mais um dia quente.
O retrovisor trazia lembranças enquanto o suor rasgava as roupas.
.MC.
